Arquivo da categoria ‘Underground’

Na trilha do suicídio.

Maio 4, 2008

”A vida é dura, não importa o quanto se é cheio de coragem, sempre haverá uma desagradável surpresa.”

Vivendo, presenciamos situações que colocam em xeque tudo que acreditamos, e confiamos. ”O que levaria um garoto amado, inteligente, bem humorado e bonito - embora fora dos padrões - a cometer suicídio?” Eugênio se questiona frente ao espelho diariamente.
Se a morte não é a solução, qual é então? A realidade não necessita de ninguém, a melodia só toca na hora errada, e o amor parece tão distante. O relógio conta as horas, e niguém consegue ver o seu pedido desesperado de ajuda.
A culpa não é dele! As cicatrizes de uma auto-estima mutilada não saram tão fácil. Não se pode chamar de covarde, alguém que foi ferido agressivamente
com palavras, ou a falta delas.
Não há quem possa se impôr durante tal situação, as forças acabam e a tendência é padecer. Mas Eugênio, por mais pareça que não vai dar certo, tirar a vida não trará mais lirismo à sua poesia, arte se faz em vida. Por mais que a vida não faça sentido.
À beira da loucura, se culpar é a única coisa que se pode fazer. Entretanto, meu pequeno - por favor! - não perca o respeito próprio nem gana de viver. Por mais que a morte pareça um saída, há pessoas que lutam pela vida e não se pode abrir mão de algo tão valioso.
Eugênio, faça valer a pena o que ainda lhe resta. não importa o que digam, quanto tempo leve, se deu certo ou errado, continue a viver, pois sua vida é arte. E o amor…


Minhas desculpas por não conseguir terminar!

Fashion-maker de primeira.

Maio 1, 2008

“Apaixonado por tecnologia, o paulistano Jum Nakao chegou a cursar engenharia eletrônica, mas acabou optando por artes plásticas na Faap, faculdade da qual saiu em 1987 sem o diploma, por não ter feito as aulas de licenciatura. Era início dos anos 80 e a cultura underground fervia. Jum freqüentava o mítico Madame Satã, reduto da modernidade da época, e observava como o vestuário tinha a ver com as atitudes. Assim, entrou na moda pela possibilidade de transformação e libertação.
A formação em moda veio em cursos no CIT, Centro Industrial Têxtil, onde aprendeu com professores como Marie Ruckie, Vera Lígia e Alba Noschese.”
- Fonte: http://estilo.uol.com.br/moda/estilistas/jum_nakao.jhtm

Entrevista de Jum Nakao para o
Diário de Pernambuco.

O que os freqüentadores das suas palestras costumam ouvir?
Mostro a moda de vários ângulos. Tenho um lado realista,quase assustador, que apresenta os números para um futuro próximo. Em 2010, vamos importar duas vezes mais que agora. Isso siginifica um desaquecimento na nossa produção. Mas deixo claro que se você é criativo, se pensa diferente da maioria, sempre vai ter chance de sobressair.


O criador brasileiro tem vocação para pensar diferente.

Vivemos uma subcultura de moda. Olhamos revistas, observamos o que acontece nos desfiles internacionais etentamos transplantar uma realidade estranha para a nossa. Acho de uma burrice incrível quando se está num país que produz, nas plásticas alguém como Gilvan Samico. E na literatura um gênio do porte de Ariano Suassuna.

O que seria necessário, então, para abandonar essas idéias pré-concebidas e mergulhar no novo de verdade.
Questionar o tempo inteiro, manter a capacidade de romper os paradigmas. Deixar de agir como se fosse uma parte da manada, como vejo os estudantes de moda e até mesmo os profissionais fazendo.

As escolas de moda incentivam essa quebra de mesmice?
Muito pelo contrário. Muito pelo contrário. Maioria está jogando gente no mercado apenas para dar continuidade a esse processo, fingindo que formou criadores. Assim, o Brasil jamais sairá da posição de esportador de matéria-prima, que não traz valor agregado em sua venda. Para concorrer com gigantes como China e Índia, deveríamos exportar a nossa marca.

Pode citar um caminho viável para tal marca Brasil?
Basta olhar o que a Espanha fez em 1992, com as Olimpíadas de Barcelona. Usaram os jogos como arma de marketing poderosa, divulgando nomes das suas grifes. Custo Barcelona é uma delas. No cinema, Pedro Almodóvar exibia o jeito de ser dos espanhóis. Mas não adianta fazer uma melhoria na fachada, um make up. O processo, aqui no país, pede mais profunidadede.

O que ele produziu?

Em 1987, quando ainda não havia um circuito de desfiles no Brasil, juntamente com Walter Rodrigues e Conrado Segreto, integrou o projeto pioneiro Cooperativa de Moda, em que estilistas de grandes confecções mostravam trabalhos próprios.
Mas o reconhecimento público só veio quase dez anos depois, em 1996, no Phytoervas Fashion. Jum trabalhava na Carmin e desligou-se da grife especialmente para se dedicar ao evento. O desfile, inspirado em Bibelô, personagem do cartunista Angeli, foi uma grande vitrine. Logo em seguida o estilista foi convidado para entrar na Zoomp, onde passou seis anos como gerente de criação.

Paralelamente a esse trabalho, ainda criou coleções para mais duas edições do Phytoervas e, de 1998 e 2000, participou da Semana de Moda Casa dos Criadores.

Entre 2002 e 2003, fez parte do Hotel Lycra, como sócio-curador, convidado pela Dupont. E hoje, junto com a mulher Lelê, Jum concentra-se em sua própria marca, inscrita no Calendário Oficial da Moda - São Paulo Fashion Week desde 2002.
Fortemente influenciado pela tecnologia, pela estética japonesa e pelos filmes de animação, seus desfiles já se tornaram um acontecimento cercado de grande expectativa. Performático, o estilista gosta de causar impacto, mas sempre com grande encantamento da platéia.

No início de 2004, por exemplo, no lançamento da temporada outono-inverno, criou e recriou looks em plena passarela, sobrepondo as roupas nos modelos. Em julho último, a coleção feita de papel e rasgada após o desfile repercutiu na mídia do Brasil inteiro, valendo um elogio da consultora de moda Glória Kalil: “Não foi um desfile de moda. Foi um desfile sobre moda”.
http://www.jumnakao.com.br/

Tendência: Pernas tortas da Levi’s.

Abril 26, 2008

A ‘bowl legs’ (pernas tortas) parece ser uma alternativa às skinnys e leggins, carregada na vanguarda. A linha apresenta uma versão masculina e uma feminina, tendo um caimento característico. ”As pernas enrugadas são um charme, mas achata um pouco no quadril” - segundo a Glória Kalil.
A calça é perfeita para quem é magro e odeia suas pernas finas, e já pode ser encontrada no começo de maio, apenas no MorumbiShopping, sem uma divulgação prévia de preço.

Caso eu passe em São Paulo, concerteza eu trago um expemplar na mala.

No começo parece assustador - eu sei!

Matéria + fotos

Debutante da cena altenativa

Abril 22, 2008

Mallu Magalhães, mais uma da série: “minha amiga me indicou o som”, é o novo preto para a galera que curte folk, indie, rock acústico e - claro - pagar de alternativo. A moça já tá bem famosa, aparecendo no Jô, no Altas Horas e até já deu entrevista para a Rolling Stones. Com 15 anos, ela já 3 coisas essenciais para ser alguém no mundo da música. Ela tem talento, um Hit, e estilo. Vamos dar ênfase ao último termo, pois falar do talento dela chega a ser redundante - 15 anos, toca, canta e ainda compõe em Inglês. No Clipe de J1, a moça aperece usando galochas indicando que essa moda pode vir com tudo no nosso inverno de altos índices pluviométricos.

Glória Kalil, Erika Palomino e as meninas do Oficina de estilo deram essa dica faz tempo, falaram o quanto as botinhas plásticas eram populares nos países mais frios, e que milhares de pares já estavam disponíveis à venda - alguns bem fofos, tipo xadrez, bolinha e estampas de bichinhos. Enfim, não sei se a moda pega, mas na dúvida se adiante e vá atras da sua numa loja de uniformes industriais, e depois arraze na vanguarda (?) -Mais fotos aqui!

Bruna Caram (?)

Abril 19, 2008

Essa menina é promessa da MPB, e tem uma aptidão genéticamente comprovada para música - seus avós eram músicos.
Uma amiga me apresentou seu som e eu curti muito. A moça é linda, talentosa e sensível. Já postado o link da música da Bruna, vamos para a última - e não menos importante - informação: A Caram tem como ‘personal stylist’ a dupla Cris Gabrielli e Fê Resende, as meninas do Oficina de estilo, com direito a cobertura dos shows e visuais da Bruna pelo próprio site. Enfim, a moça tem tudo para arrazar e marcar história na música brasileira. E para que quiser conferir ao vivo, nesta segunda ela vai estar no programa da Hebe. Sem mais