Na trilha do suicídio.

4 de maio de 2008

”A vida é dura, não importa o quanto se é cheio de coragem, sempre haverá uma desagradável surpresa.”

Vivendo, presenciamos situações que colocam em xeque tudo que acreditamos e confiamos. ”O que levaria um garoto amado, inteligente, bem humorado e bonito – embora fora dos padrões – a cometer suicídio?” – Eugênio se questiona frente ao espelho diariamente.
Se a morte não é a solução, qual é então? A realidade não necessita de ninguém, a melodia só toca na hora errada e o amor parece tão distante. O relógio conta as horas, e niguém consegue ver o seu pedido desesperado de ajuda.
A culpa não é dele! As cicatrizes de uma auto-estima mutilada não saram tão fácil. Não se pode chamar de covarde, alguém que foi ferido agressivamente
com palavras, ou com a falta delas.
Não há quem possa se impôr durante tal situação, as forças acabam e a tendência é padecer. Mas Eugênio, por mais pareça que não vai dar certo, tirar a vida não trará mais lirismo à sua poesia, arte se faz em vida. Por mais que a vida não faça sentido.
À beira da loucura, se culpar é a única coisa que se pode fazer. Entretanto, meu pequeno – por favor! – não perca o respeito próprio nem gana de viver. Por mais que a morte pareça um saída, há pessoas que lutam pela vida e não se pode abrir mão de algo tão valioso.
Eugênio, faça valer a pena o que ainda lhe resta. não importa o que digam, quanto tempo leve, se deu certo ou errado, continue a viver, pois sua vida é arte. E o amor…


Minhas desculpas por não conseguir terminar!

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