Na mais eficaz das epifanias, descobre-se que relações sociais se baseiam por méritos. As pessoas merecem ou não merecem outras. Conheço um caso no qual os pais de um conhecido não o merecem como filho – sabe como é? – não dá para ser grande sem adubo. O cara é bom, mas isso não o garante investimento necessário para ele. “Machado de Assis era mulato, epilético, pobre e, vale salientar, não tinha apoio dos pais” é o discurso da consciência – Who cares ?!?– ele não tinha os pais, mas tinha contatos que o mereciam como amigo e referência de talento. Sou defrontado por esse questionamento: de todos que me cercam, quem eu mereço? Quem me merece? E quando será possível desfrutar de uma reciprocidade dos méritos?
Meu egocentrismo é assustador. Gostaria, de verdade, de pensar menos em mim; mas me dou conta de que não posso fugir do Ego. Deus está ocupado pensando em todos, e todos estão pensando em si. Assim, eu tento construir meu caráter, edificando-o pelo meu altruísmo e buscando o bem comum; porém, ao mesmo tempo, estou descontruindo-o por algo que, supostamente, acredito sentir.
Enquanto isso, continuo riscando os fósforos – com menos frequencia que antes – talvez mais aceptivo à idéia de se deixar cobrir pela neve, ou por acreditar que o fim da tempestade está próximo..

minhas pseudocrises pessoais.
Tentar voltar a escrever aqui depois tudo que se passou nesse período é como plantar, colher, catar e fazer feijão. É hora de limpar a casa, receber a vida nova que bate na minha porta.